17 de março de 2009
9 de março de 2009
23 de fevereiro de 2009
13 de fevereiro de 2009
Camaleão aos pedaços...
Photo by Alice atras do EspelhoNa preguiça da loucura bocejo à espera.
O tempo pára só por uns segundos.
Tomo um banho de som intrépido.
Limpo os olhos de papel. Remendos cristalinos.
Retiro da boca umas palavras, algumas vêm rasgadas.
Sacudo este sentimento.
O silêncio questiona.
Vou lá estar gentilmente, tal como antes.
Pássaros chilreiam baixinho, nas persianas.
Escondemos a dor num cesto,
E ninguém quer ouvir a Morte.
Cozo a pele numa manta de cores.
Mudo de camisola por um punhado de respostas,
Um dia para dentro e um dia para fora.
Com coragem de camaleão procuro outros animais.
Palpita a mão da tua geração,
E há sempre alguma coisa que partiu.
Sorri crocodilo enquanto te sentas no trono.
Boa viagem quando caíres,
Agora para cima e depois para baixo.
Verifiquei no eco do precipício,
E ao meu ouvido a Fantasia sussurrou.
Dedico um sono profundo às nuvens.
Emerge a realidade. Dentro do casulo.
Apercebo-me que estás ai.
Em toda a parte.
Olho em volta para o tamanho das ruas.
Vende-se amor aos litros.
Apanho os pedaços da tua voz.
És tu? Ou sou eu?
Dou-te tempo para matares.
Quando o mundo está demasiado comigo.
Volto a enlouquecer…
O tempo pára só por uns segundos.
Tomo um banho de som intrépido.
Limpo os olhos de papel. Remendos cristalinos.
Retiro da boca umas palavras, algumas vêm rasgadas.
Sacudo este sentimento.
O silêncio questiona.
Vou lá estar gentilmente, tal como antes.
Pássaros chilreiam baixinho, nas persianas.
Escondemos a dor num cesto,
E ninguém quer ouvir a Morte.
Cozo a pele numa manta de cores.
Mudo de camisola por um punhado de respostas,
Um dia para dentro e um dia para fora.
Com coragem de camaleão procuro outros animais.
Palpita a mão da tua geração,
E há sempre alguma coisa que partiu.
Sorri crocodilo enquanto te sentas no trono.
Boa viagem quando caíres,
Agora para cima e depois para baixo.
Verifiquei no eco do precipício,
E ao meu ouvido a Fantasia sussurrou.
Dedico um sono profundo às nuvens.
Emerge a realidade. Dentro do casulo.
Apercebo-me que estás ai.
Em toda a parte.
Olho em volta para o tamanho das ruas.
Vende-se amor aos litros.
Apanho os pedaços da tua voz.
És tu? Ou sou eu?
Dou-te tempo para matares.
Quando o mundo está demasiado comigo.
Volto a enlouquecer…
Contrastes
Porque dizer tudo, é muito...
Porque não dizer nada, é pouco...
Os contrastes também falam...
8 de fevereiro de 2009
Ruído
Os raios de sol que espreitam atrás do espelho,
Trazem consigo os dias em multidão,
E a chuva ainda sorri esporadicamente.
Biquínis amarelos dançam nas ondas da praia,
Bolas coloridas pulam de jovem em jovem,
E os burburinhos perdem-se na sombra da brisa.
Toalhas descascadas em conversas amenas,
Gafanhotos de comida saltam de boca em boca,
E os gelados lambem caras inocentes.
São a areia que bates no chinelo,
São o sal que tiras nos braços da tua pimenta,
São as ideias que esfregas na gordura do teu creme.
No ruído de uma foto as tuas memorias,
No ruído de uma musica a tua escuridão,
No ruído de uma casa a tua vida.
Troco de corpo,
Visto uma paisagem,
Durmo em ti,
Acordo em mim,
Não posso ouvir mais este ruído!
O silêncio faz músculo no meu ouvido…
Trazem consigo os dias em multidão,
E a chuva ainda sorri esporadicamente.
Biquínis amarelos dançam nas ondas da praia,
Bolas coloridas pulam de jovem em jovem,
E os burburinhos perdem-se na sombra da brisa.
Toalhas descascadas em conversas amenas,
Gafanhotos de comida saltam de boca em boca,
E os gelados lambem caras inocentes.
São a areia que bates no chinelo,
São o sal que tiras nos braços da tua pimenta,
São as ideias que esfregas na gordura do teu creme.
No ruído de uma foto as tuas memorias,
No ruído de uma musica a tua escuridão,
No ruído de uma casa a tua vida.
Troco de corpo,
Visto uma paisagem,
Durmo em ti,
Acordo em mim,
Não posso ouvir mais este ruído!
O silêncio faz músculo no meu ouvido…
3 de fevereiro de 2009
Dilema etico - Frase da noite
Hoje durante a noite, alguém disse: "Antes pobre e viver na rua, do que andar por aí com o cú dorido. Assim posso-me sentar onde quiser e quando quiser..."
1 de fevereiro de 2009
Beijo de Pedra
Um beijo frio nos teus doces lábios,
Nunca se perdem na boca do tempo.
Um beijo morto do teu sabor,
Vive na língua dos teus dias,
Muda e sem razão, é engolida.
A sofreguidão da Morte,
Num gesto pujante e sem pudor,
Abraça o calor do teu Amor,
Apenas num Beijo de Pedra.
Nunca se perdem na boca do tempo.
Um beijo morto do teu sabor,
Vive na língua dos teus dias,
Muda e sem razão, é engolida.
A sofreguidão da Morte,
Num gesto pujante e sem pudor,
Abraça o calor do teu Amor,
Apenas num Beijo de Pedra.
8 de janeiro de 2009
7 de janeiro de 2009
Lost Images
Algumas das Imagens perdidas na minha memória de 2008...
Esperando que 2009 traga mais Imagens por descobrir...
Link: http://www.youtube.com/watch?v=KwzByCoAHpo
Esperando que 2009 traga mais Imagens por descobrir...
Link: http://www.youtube.com/watch?v=KwzByCoAHpo
26 de dezembro de 2008
Bom Natal!
Bem já passou mais um Natal...
Estamos quase a entrar num novo ano...
Mas até lá ainda vou sonhar...
Com mundos e cores,
Cujas transparências sabem a licor de ameixa...
Bjs para todos
29 de julho de 2008
Na Sombra do Sol
Photo by Alice atras do EspelhoA variação na velocidade das sombras nunca mostra a cara.
A caixa do teu corpo nunca mostra surpresas.
A dança da tua mente nunca mostra as palavras completas.
O sorriso da tua alma nunca mostra a grandeza das tuas nuvens.
Avanças numa perspectiva crua, dentro da penumbra esquecida.
Alastras um veludo pano, na escuridão do teu toque.
Engoles de um raciocínio só, o ar disperso.
Abraças intimamente a tarde do teu ser.
Vi outros fugirem do teu contraste, deixaram rastro em néons de ouro falso e partiram com um molho de cicatrizes debaixo do braço.
Não entendem as nuances luminosas no fosso do teu cheiro, nem os contornos desenhados na musicalidade das tuas profundezas.
A tua não superfície incomoda, todos os que vivem em cabanas de imutabilidade camuflada, com um brilho escondido.
Esse é o tesouro dourado…Permanece debaixo da tua capa numa adivinha salpicada. Ele é a força desconhecida que os raios da tua transparência não mostra, a coragem abrasadora que atravessa as ondas da tua parede, o escudo ritmado na textura das tuas emoções.
Sorves sedução e exalas um desconhecido radiante.
Os passos do teu caminho, são números etéricos num esquema cujos habitantes circenses não querem aprender…
Guias em cavalos nocturnos, as palavras-pesadelo em torno da fragilidade daqueles artistas mascarados, que nunca mostram a face nem frases quebradas.
O espelho da tua noite é uma mitologia que não se apaga, por mais que os reflexos subterrâneos da tua opacidade viva na sombra do Sol…
A caixa do teu corpo nunca mostra surpresas.
A dança da tua mente nunca mostra as palavras completas.
O sorriso da tua alma nunca mostra a grandeza das tuas nuvens.
Avanças numa perspectiva crua, dentro da penumbra esquecida.
Alastras um veludo pano, na escuridão do teu toque.
Engoles de um raciocínio só, o ar disperso.
Abraças intimamente a tarde do teu ser.
Vi outros fugirem do teu contraste, deixaram rastro em néons de ouro falso e partiram com um molho de cicatrizes debaixo do braço.
Não entendem as nuances luminosas no fosso do teu cheiro, nem os contornos desenhados na musicalidade das tuas profundezas.
A tua não superfície incomoda, todos os que vivem em cabanas de imutabilidade camuflada, com um brilho escondido.
Esse é o tesouro dourado…Permanece debaixo da tua capa numa adivinha salpicada. Ele é a força desconhecida que os raios da tua transparência não mostra, a coragem abrasadora que atravessa as ondas da tua parede, o escudo ritmado na textura das tuas emoções.
Sorves sedução e exalas um desconhecido radiante.
Os passos do teu caminho, são números etéricos num esquema cujos habitantes circenses não querem aprender…
Guias em cavalos nocturnos, as palavras-pesadelo em torno da fragilidade daqueles artistas mascarados, que nunca mostram a face nem frases quebradas.
O espelho da tua noite é uma mitologia que não se apaga, por mais que os reflexos subterrâneos da tua opacidade viva na sombra do Sol…
6 de junho de 2008
Hoje
Entre as linhas por escrever, as ideias por nomear e as imagens por numerar, escorre-me o tempo entre os dedos...
A gaveta aberta do armário, os olhos semi-cerrados de sono e os papeis espalhados numa mesa, ficam os dias numa semana que ainda não preencheu o mês...
Amanhã é cedo demais, ontem faz parte de memórias passadas, mas hoje fica aqui tão pertinho...
7 de janeiro de 2008
2008
22 de dezembro de 2007
21 de dezembro de 2007
Página em Branco!
Página em branco que não me abandona!
São partes de mim que não se mexem,
Umas passam, outras vão andando,
Quero mais!
Mas o branco continua por escrever.
Quero todo o Amor que conseguir obter,
Página em branco que não me larga!
Beijo ao de leve as ideias,
Adivinho as palavras e disparo letras de uma arma,
Umas passam outras vão andando,
Preciso de mais!
Pagina em branco que não me falas!
Esperei que as mãos tremessem e desenhassem,
Escutei os sonhos que tive,
Uns passam, outros vão andando,
Mas o silêncio do branco foi imperativo,
Página em branco que não desaparece!
Volta para casa, não saias de mim.
Os significados em livros procurei,
As memorias da verdade acabei de ler,
Uma passam, outras vão andando,
Sinto muito mais!
Página em branco que não me vê!
Procurei por outros passageiros,
Mas das viagens apenas restaram os transportes,
Uns passam, outros vão andando,
Vivo dentro de um branco extenso,
Sou muito mais!
Será que alcançarás tu no branco, o que eu já senti?
Oh página em branco que não me ama!
Desfolhei as folhas dos sentimentos,
Uns passam, outros vão andando…
São partes de mim que não se mexem,
Umas passam, outras vão andando,
Quero mais!
Mas o branco continua por escrever.
Quero todo o Amor que conseguir obter,
Página em branco que não me larga!
Beijo ao de leve as ideias,
Adivinho as palavras e disparo letras de uma arma,
Umas passam outras vão andando,
Preciso de mais!
Pagina em branco que não me falas!
Esperei que as mãos tremessem e desenhassem,
Escutei os sonhos que tive,
Uns passam, outros vão andando,
Mas o silêncio do branco foi imperativo,
Página em branco que não desaparece!
Volta para casa, não saias de mim.
Os significados em livros procurei,
As memorias da verdade acabei de ler,
Uma passam, outras vão andando,
Sinto muito mais!
Página em branco que não me vê!
Procurei por outros passageiros,
Mas das viagens apenas restaram os transportes,
Uns passam, outros vão andando,
Vivo dentro de um branco extenso,
Sou muito mais!
Será que alcançarás tu no branco, o que eu já senti?
Oh página em branco que não me ama!
Desfolhei as folhas dos sentimentos,
Uns passam, outros vão andando…
Filhos do Nada.

Será que existe Amor na Dor?!
Na Dor que reina a solidão…
Numa solidão que nunca nos deixa, e não nos abandona,
Conquistamos a Essência quando existimos, sentimos e lutamos,
Mas será que Existimos durante toda a Essência?!
Perdi-me nas minhas confissões, mas encontrei-te…
Perdi-te nos fios que tecem as ligações,
São orquestrados por uma Voz, um Som incolor,
Que nunca se faz ouvir…
O teu cheiro ficou, mas os teus fios não.
Será que te posso ouvir?
Ainda sinto a água seca que escorre nas tuas veias,
Filho do Nada protegido pelo manto de ostentação,
Glorifico as tuas penas, pois os pássaros resistem na luta,
Beijam espinhos da Pedra que os fazem esquecer,
A única arma são as suas robustas penas,
Criando defesas na densa vulnerabilidade.
Será que conseguimos aguentar?
Filhos do Nada, cujos momentos são absorvidos,
Num nevoeiro das ruas do quotidiano,
Onde pequenas gotículas metálicas pairam,
Dançando em suas negras lágrimas, com um brilho frio,
O sopro atravessa os seus corpos, deixando saudade do quente aconchego,
Um ultimo resquício de Amor dorido.
Será que ainda nos sentimos?
As sombras diluem-se no anonimato da escuridão,
Os Filhos do Nada gritam pelo silêncio humano,
Iluminam com velas os quartos das suas angústias,
Ajoelham-se e pedem às paredes que os sentimentos desçam,
As escadas da incompreensão cantam as suas orações,
Os sacerdotes movimentam as suas intenções,
Em seus imaginários distraídos penetram sonhos e desejos errantes,
Queimam incensos e fantasias reais, os ossos da carne fugaz libertam-se,
O fumo do templo dispersa-se na fronteira.
Essa enche o mistério, adormece entre o Vazio e o Não Vazio,
Território dos Filhos do Nada, Travessia dos Sem-Fim.
Será que conseguimos viver aqui?
Percorrem submundos inexistentes, ouvindo e cantarolando,
A música muda achada em tesouros de sensações,
Aí permanecem, caminham em questões labirínticas,
As mensagens flutuam no caminho da Consciência,
Todos queremos o mesmo…balões vermelhos perdidos na Felicidade!
Será que te posso Amar?!
Na Dor que reina a solidão…
Numa solidão que nunca nos deixa, e não nos abandona,
Conquistamos a Essência quando existimos, sentimos e lutamos,
Mas será que Existimos durante toda a Essência?!
Perdi-me nas minhas confissões, mas encontrei-te…
Perdi-te nos fios que tecem as ligações,
São orquestrados por uma Voz, um Som incolor,
Que nunca se faz ouvir…
O teu cheiro ficou, mas os teus fios não.
Será que te posso ouvir?
Ainda sinto a água seca que escorre nas tuas veias,
Filho do Nada protegido pelo manto de ostentação,
Glorifico as tuas penas, pois os pássaros resistem na luta,
Beijam espinhos da Pedra que os fazem esquecer,
A única arma são as suas robustas penas,
Criando defesas na densa vulnerabilidade.
Será que conseguimos aguentar?
Filhos do Nada, cujos momentos são absorvidos,
Num nevoeiro das ruas do quotidiano,
Onde pequenas gotículas metálicas pairam,
Dançando em suas negras lágrimas, com um brilho frio,
O sopro atravessa os seus corpos, deixando saudade do quente aconchego,
Um ultimo resquício de Amor dorido.
Será que ainda nos sentimos?
As sombras diluem-se no anonimato da escuridão,
Os Filhos do Nada gritam pelo silêncio humano,
Iluminam com velas os quartos das suas angústias,
Ajoelham-se e pedem às paredes que os sentimentos desçam,
As escadas da incompreensão cantam as suas orações,
Os sacerdotes movimentam as suas intenções,
Em seus imaginários distraídos penetram sonhos e desejos errantes,
Queimam incensos e fantasias reais, os ossos da carne fugaz libertam-se,
O fumo do templo dispersa-se na fronteira.
Essa enche o mistério, adormece entre o Vazio e o Não Vazio,
Território dos Filhos do Nada, Travessia dos Sem-Fim.
Será que conseguimos viver aqui?
Percorrem submundos inexistentes, ouvindo e cantarolando,
A música muda achada em tesouros de sensações,
Aí permanecem, caminham em questões labirínticas,
As mensagens flutuam no caminho da Consciência,
Todos queremos o mesmo…balões vermelhos perdidos na Felicidade!
Será que te posso Amar?!
A Dor do Amor é tudo o que existe quando se ama a Dor…
7 de outubro de 2007
Subscrever:
Mensagens (Atom)












